Lavadeira-Mascarada

A lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta) também conhecida como lavadeira, noivinha, viuvinha (Zona da Mata MG), maria-branca, maria-lencinho, bertolinha ou pombinho-das-almas é uma ave passeriforme sul-americana pertencente a família dos tiranídeos.

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Mede cerca de 16cm de comprimento. Sua coloração branca e preta é quase inconfundível. O macho possui as costas levemente mais escuras que a fêmea. A única outra ave que ocupa os mesmos habitats e que possui cores semelhantes é a Freirinha, mas esta apresenta a maior parte do corpo negro com a cabeça branca e é também razoavelmente menor.

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Lavadeira-Mascarada

Alimenta-se de pequenos artrópodes que captura na lama das margens de rios, açudes, brejos e pocilgas, de onde raramente se afasta.  Seu ninho é feito de gravetos que são geralmente amontoados em árvores próximas a água. É comum ver estas aves em casais. O seu habitat é, preferencialmente, junto a rios ou lagoas. Vem frequentemente ao chão, mesmo barrento, em busca de alimento. É ave de espaços abertos.

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A distribuição desta ave é curiosa, pois existem duas populações muito distantes, uma no leste brasileiro e outra no noroeste da América do Sul. A população brasileira, antigamente restrita a açudes e rios no Sertão e Agreste da região nordeste, está em expansão. A Mata Atlântica, que aparentemente representava uma barreira natural para esta espécie, foi perdendo espaço para pastagens e culturas que se assemelham mais ao semi-árido do que à Floresta Umbrófila, possibilitando assim a expansão desta espécie. Outras explicações envolvem o aumento no número de rios represados no sudeste e mudanças climáticas. O fato é que esta simpática ave está sendo registrada cada dia mais ao sul. Na década de 90 foram feitos os primeiros registros da espécie no interior de São Paulo e hoje em dia já são registradas aves se reproduzindo em Santa Catarina.

fonte:http://www.wikiaves.com.br/lavadeira-mascarada

para visualizar mais fotos dessa e de outras aves, acesse: http://www.flickr.com/photos/felipebaraldi

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Viuvinha

A viuvinha (Colonia colonus) é uma ave passeriforme da família dos tiranídeos. Graciosa, com silhueta única, destacada pelas longas penas da cauda. É também conhecida como maria-viuvinha, viúva, viuvinha-tesoura e freirinha-da-serra (Minas Gerais).

Viuvinha

O contraste entre o negro do corpo e o branco do alto da cabeça é exclusivo desta espécie. Quando voa, é possível ver a grande área branca nas costas, antes da cauda. As duas penas centrais da cauda são muito longas (chegam a 10cm nos machos) e destacam-se pelo comprimento e pelo alargamento nas pontas. As fêmeas possuem-nas menores, embora seja necessário observar o casal junto para ter certeza dos sexos. Caça insetos em vôo, a partir de poleiros favoritos, para os quais retorna após uma incursão ou ao longo dos dias.

muito bela esta pequena ave

Os ninhos são feitos em ocos de pica-paus-anões abandonados. É interessante verificar como a cauda desaparece no interior do pequeno oco. Quando a ave sai, nenhum dano notável é observado na estrutura desse apêndice. Os filhotes deixam o ninho com a plumagem dos adultos, um pouco mais cinza na cabeça e dorso, mas as penas centrais estão do comprimento das demais.

aqui da para visualizar, como as penas da cauda são longas
Casal, no troco da direita, esta o ninho das aves

Além de pousarem em pontos expostos para caçarem, chamam a atenção pelo piado assobiado, rápido. Uma ave responde a outra, depois de um intervalo. Muito ativas no começo da manhã e final do dia, desaparecem nas horas mais quentes, deslocando-se para poleiros na copa, escondidos pela folhagem. Territorial, vive solitária ou em casais, sempre na mata seca, mata ciliar ou cerradão. É comum em pequenas clareiras de regiões florestadas, bordas de florestas e capoeiras, geralmente no alto de árvores mortas.

Presente na região periférica da bacia Amazônica, até Rondônia, Ilha de Marajó (Pará) e Maranhão, e no restante do Brasil até o Rio Grande do Sul. Encontrada também de Honduras ao Panamá e nos demais países da América do Sul, com exceção do Chile e Uruguai. É migratória.

Para ver mais fotos dessa bela ave :http://www.flickr.com/felipebaraldi

fonte dos textos:http://www.wikiaves.com.br/viuvinha

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Sucuri

A sucuri é uma cobra sul-americana da família Boidae, pertencente ao género Eunectes.  Tem a fama de ser uma cobra enorme e perigosa . Existem quatro espécies, das quais as  três primeiras ocorrem no Brasil:

-Eunectes notaeus, a sucuri-amarela, menor e endêmica da zona do Pantanal;

-Eunectes murinus, a sucuri-verde, maior e mais conhecida, ocorrendo em áreas alagadas  da região do cerrado e da Amazônia, sendo que, neste último bioma, os animais costumam  alcançar tamanhos maiores;

-Eunectes deschauenseei, a sucuri-malhada, endêmica da Ilha de Marajó; e a

-Eunectes beniensis, a sucuri-da-bolívia.

Sucurizinha

É uma cobra muito assustadora porque é enorme, pode medir até 8 metros e pesar até 150 quilos. Seu corpo, do pescoço até o rabo tem desenhos parecidos com a letra O. Na cara ela tem dois riscos, um de cada lado. Na Amazônia, nas regiões alagadas, cavernas e na floresta sempre perto das margens dos rios. Essa Sucuri de que estamos falando é chamada de Sucuri-verde. Também existem outras espécies de Sucuris em diversos lugares da América do Sul. É um bicho carnívoro, portanto come peixes, sapos, macacos, jacarés, aves, tartarugas, antas… Se ela está com fome e o bicho está por perto, ela não escolhe muito não, come qualquer um. De um modo geral, elas atacam qualquer bicho que pese a mesma coisa ou menos do que ela. Se ela estiver faminta de verdade, pode atacar até mesmo seres humanos. Essas cobras evitam se aproximar de humanos, afinal eles não são seu prato preferido. Se necessário elas atacam os humanos com uma mordida, muito rara a história da Sucuri que comeu gente (só mesmo se ela estiver faminta e sem outra opção).

fotografada no vale do bom jesus

desenhos perfeitos no corpo

Elas ficam ativas ao entardecer e a noite. As Sucuris não são peçonhentas, ou seja, elas não matam usando veneno. Para caçar, elas esperam nas margens dos rios e quando a caça se aproxima para beber água, elas atacam no pescoço. Depois abraçam a presa e apertam, matando por constrição ou afogada dentro do rio. As Sucuris chocam seus ovos dentro do corpo durante mais ou menos 240 dias. Depois de 6 meses, nascem entre 20 e 40 filhotes, que sabem viver perfeitamente sozinhos. O problema dos filhotes é que são muito pequenos e poucos sobrevivem para chegar à idade adulta porque são vítimas de diversos predadores como as onças, as piranhas e os jacarés. Como vimos acima, os predadores das Sucuris filhotes são bichos da natureza, uma vez que, quando são adultas e enormes, elas é que são as predadoras.

No caso das cobras adultas, os homens são os maiores predadores porque a pele da Sucuri é muito valorizada. Também matam as Sucuris por medo das histórias fantasiosas de que elas comem crianças.

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Repense suas idéias, seus atos, vamos preservar ?

Reflorestamento de mata ciliar realizado em uma fazenda em minas gerais, com arvores frutíferas e nativas de cerrado.
Vitor Cesar e Felipe Baraldi 

Foto: Reflorestamento de mata ciliar realizado em uma fazenda na região da divisa de Minas Gerais com São Paulo, com arvores frutíferas e nativas de cerrado.

O Cerrado é um tipo de vegetação que compõe a fitogeografia brasileira, já ocupou 25% do território brasileiro, fato que lhe dá a condição de segunda maior cobertura vegetal do país, superada somente pela floresta Amazônica. No entanto, com o passar dos anos o Cerrado diminuiu significadamente.

A vegetação do Cerrado se encontra em uma região onde o clima que predomina é o tropical, apresenta duas estações bem definidas: uma chuvosa, entre outubro e abril; e outra seca, entre maio e setembro.
O Cerrado abrange os Estados da região Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), além do sul do Pará e Maranhão, interior do Tocantins, oeste da Bahia e Minas Gerais e norte de São Paulo.

A vegetação predominante é constituída por espécies do tipo tropófilas (vegetais que se adaptam às duas estações distintas, como ocorre no Centro-Oeste), além disso, são caducifólias (que caem as folhas no período de estiagem) com raízes profundas. A vegetação é, em geral, de pequeno porte com galhos retorcidos e folhas grossas.

Apesar dessa definição generalizada, o cerrado é constituído por várias características de vegetação, é classificado em subsistemas: de campo, de cerrado, de cerradão, de matas, de matas ciliares e de veredas e ambientes alagadiços.

O Cerrado já ocupou uma área de 2 milhões de km2, entretanto, hoje são aproximadamente 800 mil km2. Essa expressiva diminuição se deve à intervenção humana no ecossistema.
Em geral, os solos são pobres e muito ácidos. Até a 1970 o cerrado era descartado quanto ao seu uso para a agricultura, mas com a modernização do campo surgiram novas técnicas que viabilizaram a sua ocupação para essa finalidade.
Então foi realizada a correção do solo e os problemas de nutriente foram solucionados, atualmente essa região se destaca como grande produtor de grãos, carne e leite. Embora os mesmos sejam os grandes “vilões” da devastação do Cerrado.

Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

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Vira-Bosta

Também conhecido por maria-preta, chopim, chupim, chupim-vira-bosta, melro, godero, gaudério, cupido (Maranhão) e engana tico; o vira-bosta é uma ave passeriforme da família Icteridae. É provavelmente a ave mais odiada do Brasil, principalmente por causa de seus hábitos reprodutivos parasitários, pois nunca cuida de seus próprios ovos, sempre os botando nos ninhos de outras aves para que elas criem seus filhotes. Nada menos do que 55 espécies já foram listadas como hospedeiras, desde aves maiores até menores do que o vira-bosta.

Vira-Bosta (macho)

Mede cerca de 20 cm. O macho adulto é preto-azulado, mas dependendo da iluminação só se enxerga a cor negra. A fêmea é marrom-escura. Pode ser confundido com a gráuna (Gnorimopsar chopi), mas este é maior e possui o bico mais alongado e fino. Difere das duas outras espécies do gênero Molothrus, a iráuna-grande (Molothrus oryzivorus) e do vira bosta picuã (Molothrus rufoaxillaris) por ser bem menor que o primeiro e um pouco maior que o segundo, que além de ser menor que o chopim também apresenta a parte inferior das asas mais clara e uma mancha avermelada na base inferior das asas.

Azul é o macho e marrom a fêmea
Muitos

Entre julho e dezembro marca o início da reprodução, mas é após o acasalamento que inicia-se a fase pela qual a espécie é mais conhecida. Esta espécie não constrói ninho e a fêmea põe 4 ou 5 ovos por postura, sendo 1 no ninho de cada hospedeiro. Porém, em ninhos de sabia-do-campo (Mimus saturninus) e joão de barro(Furnarius rufus), já foram encontrados 35 e 14 ovos de vira-bosta, respectivamente.Para chegar ao ninho hospedeiro, segue os “futuros pais adotivos”. Os ovos são de colorido uniforme e com a casca sem brilho, branco-esverdeados, vermelho-claros ou verdes, ou ainda com manchas e pintas, conforme a região geográfica. O tico tico  (Zonotrichia capensis) é muito parasitado e a adaptação vantajosa para o vira-bosta é a postura de seu ovo antes, ou no mesmo dia, daquela do primeiro ovo do hospedeiro. Como o período de incubação do vira-bosta é de 11 ou 12 dias, um a menos do que o do tico-tico, seu filhote, que é bem maior, nasce antes. Desta forma, o filhote do vira-bosta pode eliminar do ninho seus companheiros tico-ticos ou receber mais alimento, tendo maior probabilidade de sobrevivência. Quando abandona o ninho o filhote vira-bosta é alimentado pelos pais adotivos por 15 dias, solicitando alimento no bico através de um chamado característico, abaixando o corpo e tremulando as asas.

O Casal

Habitam paisagens abertas como campos, pastos, parques e jardins. Entre junho e setembro são muito gregárias, concentrando-se em pousos noturnos comunitários ou buscando alimentos em gramados e áreas campestres com capim baixo. Nessas concentrações, é possível observar os machos ameaçando-se mutuamente com seu característico comportamento de apontar o bico para cima e caminhar em direção ao oponente com as penas brilhando ao sol.
O hábito de fuçar nas fezes do gado a procura de sementes mal digeridas lhe confere seu nome popular vira-bosta. Segue o gado para capturar os insetos por ele deslocados. Aprende a comer em comedouros artificiais de aves, a catar migalhas em locais públicos e a seguir arados para capturar minhocas e outros pequenos animais. É considerado uma praga agrícola, especialmente em arrozais do sul do país. Os machos se exibem para as fêmeas com vôos curtos nos quais cantam sem parar, arrepiam suas penas e batem as asas semi-abertas e também com apresentações que envolvem eriçar as penas, balançando-as rapidamente e vocalizar. Sua vocalização atinge frequências inaudíveis para os seres humanos.

fonte:http://www.wikiaves.com.br/vira-bosta

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Tesoura-do-Brejo

Também conhecida como galito (RS), tesoura, tesoura-do-campo, tesourão-do-brejo etesourinha-do-brejo, a tesoura-do-brejo (Gubernetes yetapa) é uma ave passeriformes da família tyrannidae . Como o próprio nome diz, sua característica mais marcante é a longa cauda bifurcada lembrando uma tesoura. É uma espécie migratória, quase sempre vista próxima a locais alagados.

Tesoura-do-Brejo

Alcança em média 42 cm, incluindo a cauda longa e bifurcada. Apresenta ainda o lado superior cinzento, asa e cauda negra, asa com grande espelho ferrugíneo; garganta branca e contornada de uma faixa castanha; a fêmea é de cauda mais curta e mede cerca de 35 cm de comprimento. Existe um canto de madrugada. O macho abana ritmicamente a cauda, levanta as asas exibindo a faixa avermelhada clara, em frente à fêmea.

Caçando

A única espécie com a qual pode ser confundida é a tesourinha (Tyrannus savana), que possui as partes inferiores brancas, a cabeça negra e as penas da cauda mais largas.Caça sobrevoando o banhado a baixa altura, capturando principalmente, insetos.

É geralmente encontrada solitária ou em casais, quase sempre próxima a locais alagados. Passa a maior parte do tempo empoleirada em taboas, pequenas árvores, mourões de cerca ou postes de iluminação.

Tesoura-do-Brejo

Sabe-se que esta espécie realiza migrações sazonais, mas as trajetórias destes deslocamentos ainda não foram estudadas detalhadamente.

fonte:http://www.wikiaves.com.br/tesoura-do-brejo

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Tico-Tico-Rei

O tico-tico-rei é uma ave passeriforme da família Emberizidae. Conhecido também como galo-do-mato, foguinho, tico-tico-rei-vermelho, vinte-um-pintado, cravina, sangue de boi (Rio Grande do Sul), sangrinho(interior de São Paulo) e tico-tico-pimenta.

tico-tico-rei

Medindo cerca de 13,5cm, tem tamanho semelhante ao do pardal, mas com coloração marrom escura na parte superior e vermelha nas partes inferiores e na cabeça, especialmente no macho, que apresenta uma coloração intensa e um topete vermelho com uma faixa negra. Ambos os sexos apresentam uma linha branca circundando os olhos. A coloração das fêmeas não tem tanto brilho e são mais pardacentas.  Alimenta-se de sementes, brotos, frutas, insetos. Aprecia os frutos da fruta-de-sabiá ou marianeira (Acnistus arborescens). Desloca-se pulando no solo ou entre moitas e arbustos onde procura sementes, frutos e insetos para se alimentar.

uma bela ave

Apesar de sua beleza o tico-tico-rei, não é uma ave que costuma chamar muita atenção, principalmente por causa de seu comportamento discreto e solitário. O macho só exibe completamente seu belo topete quando está excitado ou ao cantar.

Vive em bordas de matas secundárias, cerrados, campos, cafezais e pomares, geralmente em locais sombreados, capoeiras ralas e baixas.

O tico-tico-rei é eventualmente capturado e criado como ave de cativeiro. Sua sorte é que seu canto não é tão belo quanto sua plumagem e por isso não é tão valorizado entre os criadores de aves. Mas, ainda persiste uma cultura de caça e aprisionamento em gaiola.

Vivem solitários a maior parte do ano, eventualmente juntando-se a bandos mistos de espécies granívoras (que comem sementes), mas na época da reprodução, que costuma coincidir com os meses quentes do ano, formam casais.

Fotografado no vale do Bom Jesus

Atinge a maturidade sexual aos 10 meses. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 5 ovos, geralmente azulados, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. O ninho em forma de tigela é construído em arbustos fechados não muito longe do solo. É feito de gravetos e fibras entrelacadas e forrado com penas e outros materiais macios. Os pais se revezam na alimentação dos filhotes. No Mato Grosso, Goiás e oeste de Minas Gerais aproxima-se do tico-tico-rei-cinza (Coryphospingus pileatus) encontrando-se com ele em certos locais e com ele hibridando-se.

fonte:http://www.wikiaves.com.br/tico-tico-rei

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Sabia do Campo

O sabiá-do-campo é uma ave passeriforme da família Mimidae. Também conhecida como  tejo-do-campo, calhandra, arrebita-rabo, galo-do-campo, papa-sebo, sábia-conga ou  sabiá-poca, sendo o último nome evitado pelos ornitólogos para não causar confusão com outro sabiá de mesmo nome (Turdus amaurochalinus). O sabiá-do-campo (Mimus saturninus) é uma ave famosa por seu vasto repertório de cantos, que incluem imitações de outras espécies.

Tejo do Campo

Mede 26 cm e pesa cerca de 73 g. Possui uma coloração cinzenta no dorso, alto da cabeça, asas e cauda. O peito e o ventre são branco-amarelados ou arroxeado pela terra. A listra superciliar branca, destacada pela faixa negra na altura dos olhos é uma característica importante para identificação. Os olhos dos adultos são amarelados, marrom escuros nas aves juvenis, as quais também possuem o peito rajado de cinza escuro. Possui a cauda comprida com as pontas de cor branca. A vocalização desta espécie é notável pela maestria com que imitam os cantos e chamados de outras aves, mas sem grande perfeição. Voz: agudo e penetrante “tschrip”, “tschik” (chamada característica da espécie); scha-scha-scha”, “krrrra” bufando (advertência, zanga). São onívoros, alimenta-se principalmente de invertebrados e frutos. Dentre os invertebrados, os insetos (formigas, cupins, besouros) constituem a maior parte das presas. Os frutos podem ser silvestres (neste caso de pequeno tamanho, engolidos inteiros) ou cultivados, como laranja e abacate. As sementes não são digeridas, e atravessam intactas o tubo digestivo. A ave atua, assim, como dispersora das sementes dos frutos que ingere. A maior parte do alimento é obtida enquanto a ave caminha pelo solo. Outros métodos de alimentação com presas animais são menos freqüentes, como a captura de insetos em vôo a partir de poleiros elevados, ou com saltos a partir do solo. Frutos são coletados pela ave empoleirada; frutos de grande tamanho, cultivados, podem ter parte de sua polpa consumida após caírem ao solo. Ocasionalmente predam ninhos com ovos de outros pássaros. Aproveita-se de gordura e carne em mantas de charque ao sol (daí o nome papa-sebo). O ninho é construído grosseiramente com gravetos secos, grama e algodão, em forma de tijela raza sobre árvores ou arbustos e em certos locais sobre os grandes ninhos abandonados de outros pássaros. O centro do ninho é forrado com material macio. Os ovos são verde-azulados com manchas cor de ferrugem. A fêmea põe de 3 a 4 ovos e, às vezes, choca ovos de outros pássaros. O casal é auxiliado por um terceiro ou quarto indivíduo do bando, que talvez sejam crias de anos anteriores que ajudam na alimentação e proteção. Repelem os outros pássaros das proximidades do ninho. Os ovos eclodem após 12 ou 14 dias e os filhotes abandonam o ninho com 11 a 14 dias de vida. O interior da boca dos filhotes é amarelo-laranja.

….

Apresenta uma série de comportamentos, muitos deles pouco entendidos, talvez pela dificuldade de se aplicar um método muito comum de pesquisa, que é o de anilhamento. Algumas pessoas que tentaram anilhar esta ave para estudar seu comportamento desistiram deste recurso pois a ave parece ser tão sensível ao estresse da captura que alguns indivíduos morreram após o anilhamento. Anda pelos campos e cerrados ou parques e terrenos baldios de cidades geralmente em bandos, que podem ter até 13 integrantes. Na porção sul de sua distribuição não forma bandos, e costuma viver em casais. Possui o hábito erguer as asas semi-abertas de tempos em tempos enquanto anda pelo chão, numa exibição denominada “lampejo de asas”, cuja finalidade não é entendida e que é observada também em outras espécies do gênero. O lampejo pode ser executado também quando a ave se depara com uma ameaça em potencial (humanos próximos demais, serpentes). Apesar de viver em grupos familiares, são muito agressivos entre si e usam os longos bicos e as garras fortes em brigas sem trégua (origem do nome galo-do-campo). Apresenta a caracteristica de ave Sinantrópica, ou seja, pode se adaptar as grandes cidades, desde que estejam disponíveis água e áreas verdes onde eles possam pousar, caçar e fazer ninhos.

fonte:http://www.wikiaves.com.br/sabia-do-campo

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